Talvez, esta não seja exatamente a palavra certa, a que exprima com total intensidade o que pretendo dizer. É um certo desconforto está história de me dedicar exclusivamente ao futuro e esquecer dessas fases tão boas, tão acolhedoras que estou vivendo agora. Cansei de dar um tempo. Cansei de esperar o “um dia” pra poder ser feliz. Percebi que à hora é agora e vou sem medo enfrentar todas essas tempestades de caminhos tortos pra tentar endireitar algum e fazer as coisas ficarem um pouco mais “desajeitadas”, desajeitadas de forma agradável, que não tenha hora nem data pra um sorriso grande, uma gargalhada escandalosa com as amigas no meio da noite. Deixei de lado o trabalho perturbador, a mente cheia de problemas que só me levavam apenas para trilhas escuras sem uma saída a vista, sem uma fachada bonita, um desespero constante. Ociosidade. Diga o que quiser se for será mesmo. Não me importa. Aliás, mesmo que não seja eu vou querer continuar aqui, porque é meu lugar, meu pedaço perdido, e eu felizmente encontrei o jeito exato de “fazer risada boa”, meu entusiasmo que me coloca lá na frente e vejo coisas boas, retribuições plenas com história pra contar, acabamos com a tal rivalidade, abrimos um espaço pro amor amar um pouquinho a gente, deixando pra trazer as ocupações e o tempo que não dava tempo nem pra ir ali, vê se ta tudo bem. Chega que eu seja ocioso, mas um daquele bem feliz, acomodado com a alegria e nunca com a falta de vontade.
Quézia Estéfani

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