segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Espaços preenchidos,

Eu ainda tento entender esta coisa do adeus, essas despedidas intermináveis que a vida às vezes nos dá. Essas coisas, marcas e lembranças que por mais vagas que sejam ainda te perturbam, indo ao teu mais intimo e profundo arrancando de lá vestígios de que ainda existe saudade e por isso mesmo haverá sempre essas dores que vem nos dilacerar. Tudo isso que chamamos de um ‘buraco’, vai se tornando uma ‘cratera’, trazendo de longe as visões de um espaço que era vago e de repente, inesperadamente se tornou preenchido por este turbilhão de sentimentos, essa felicidade em doses a mais, essas risadas gostosas, ás vezes muito cansadas, mas constantes, acostumadas com esse ritmo acelerado de ser feliz. Lentamente, sem que possamos sentir, o tempo vai passando e mostrando verdadeiramente quem é quem, explicando o que antes ficava subtendido e então friamente sentimos nosso ‘buraco’ reaparecer, neste instante, um súbito reflexo sobre o passado, que faz querer voltar mesmo sabendo que será impossível. Mas, as boas lembranças são as únicas que permanecerão, pois, na verdade foram as únicas que existiram. 


Quézia Estéfani

Nenhum comentário:

Postar um comentário