São quatro da manhã. Eu me levanto como de costume e quando tento dormir novamente vejo que não consigo mais. Sua foto está logo ao lado de minha cama, numa pequena escrivaninha, empoeirada, corroída já pela idade. Viro seu porta retrato e me deparo com seu sorriso, lindo e cintilante, encantador como sempre ele me lembra tanta coisa. Foram momentos bons que desfrutei ao teu lado, foram minutos inesquecíveis. Seu olhar voltado para mim, hipnotizantes. Sua fotografia, foi a única lembrança da qual não tive coragem de me desfazer, se ela fosse embora outro pedaço de mim também iria, parte de mim também se despedaçaria. Cada detalhe nitidamente demonstrado nela era a única forma de resgatar novamente tudo aquilo que um dia foi perdido, era agora a essência da minha vida.
E eu, como criança quando ganha um brinquedo, passei o resto da madrugada te observando, calado, quieto, sereno. Mas, tão irresistível e inigualável, tão lindo, tão único, tão inteligente, tão meigo e carinhosos. E em cada minuto que o relógio toca eu me sinto cada vez mais grata por ter ainda a oportunidade de olhar em seus olhos, mesmo que distante, e dizer que ainda te quero. Pois, nessa pequena fotografia eu me encontro. É num retrato quase rasgado que eu me acho, num lugar tão insignificante e ao mesmo tempo minha fonte de alegria.
Por.: .QuéziiaG.

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